terça-feira, 19 de julho de 2011

2 Apologia – As Testemunhas de Jeová crêem na Bíblia?


     Empunhando um exemplar da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, texto oficial da Sociedade Torre de Vigia, organização das Testemunhas de Jeová, estas passam para o povo a idéia de que crêem na Bíblia. Porém, há nas suas crenças e práticas indícios que tornam tal idéia discutível.
   Trata-se de um movimento hermético, e seus membros não aceitam literatura que não seja proveniente da sua organização religiosa, pois aprenderam que nada de bom pode vir de outra literatura religiosa, senão a de seus líderes. Recebem seus escritos incondicionalmente e sem restrições, porque foram treinadas e preparadas para isso. Consideram falsas todas as versões da Bíblia e sequer reconhecem a autoridade dos manuscritos gregos do Novo Testamento.
     Seus líderes reconhecem que o Tetragrama, as quatro consoantes do nome divino YHWH , não consta uma vez, sequer, nos manuscritos e papiros gregos, no entanto inseriram-no 237 vezes no Novo Testamento da Tradução do Novo Mundo. Não hesitam em rejeitar a Bíblia quando mostramos que muitas passagens reprovam o esquema doutrinário desenvolvido por Russell, fundador do movimento.
     Seus teólogos não estimulam os adeptos a ler a Bíblia, antes incentiva e obriga à leitura de suas publicações. Segundo a organização, ninguém pode entender a Bíblia sem a sua ajuda, pois as Escrituras foram confiadas ao Corpo Governante, à alta camada da Sociedade Torre de Vigia, que, segundo as Testemunhas de Jeová, é o único canal responsável para transmitir as verdades de Jeová aos membros da Torre de Vigia: “A Bíblia é um livro de organização, não de indivíduos, não importa quão sinceramente creiam poder interpretar a Bíblia. Por esta razão, a Bíblia não pode ser devidamente entendida sem ter presente a organização visível de Jeová” (A Sentinela, 1/6/1968, pág. 327).
     Há varias declarações similares. São afirmações como estas que ensinam as Testemunhas de Jeová a não crerem na Bíblia. As doutrinas da organização vieram mediante Russell e seus sucessores, e eles procuraram na Bíblia como justificar esses ensinos. É a prática da eisegese.
     Ninguém no mundo todo tornou-se Testemunha de Jeová simplesmente pela leitura da Bíblia. Quando elas batem à porta oferecendo curso bíblico grátis, estão na verdade oferecendo um estudo no livro Conhecimento que Conduz à Vida Eterna, que é o manual de ingresso na organização. Esse livro apresenta uma exposição resumida da sua confissão de fé, complementada depois com a revista A Sentinela, tradução viciada, é monitorada, restrita às passagens pré-determinadas pela organização. Assim, seus membros já se consideram suficientemente doutrinados e, portanto não precisam ler mais nada.
     Depois desse rígido programa a que, são submetidos os principiantes jamais poderão pensar por si próprios. Há quem pense pelas testemunhas de Jeová: o Corpo Governante. Seus teólogos condenam o que eles chamam de “idéias independentes”, e isso pode comprometer profundamente o senso crítico de seus membros. Como resultado, elas acreditam que é impossível o homem fazer a vontade de deus fora da organização.
     Você tem dificuldade em fazer uma testemunha de Jeová ler uma passagem das Escrituras. Elas gostam de passar listinhas de versículos para as pessoas lerem, no entanto não querem ler as passagens indicadas por outras pessoas, e quando o fazem é forçado. Sabe por quê? Porque lhes foi ensinado que fora da organização ninguém pode entender a Bíblia, então a sugestão para que leiam a Palavra de Deus torna-se vã para elas. Às vezes, lêem para que o diálogo possa prosseguir, mas não crêem naquilo. Só conseguem crer no que for produzido pela organização. A Bíblia sozinha não serve de nada no conceito delas. O sistema implantado pelo Corpo Governante é o de que ninguém pode conhecer a Deus sem os seus escritos. A Bíblia tornou-se meramente um livro de referências.
     Qualquer pessoa tem condições de compreender o suficiente para a sua salvação simplesmente pela leitura da Bíblia, pois está escrito: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma: o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices”, Sl 19.7. “A exposição das tuas palavras dá luz, dá entendimento aos símplices”, Sl 119.30. Essas duas passagens ensinam que ao entrar no homem a Palavra de Deus, isto é, ao receber o homem a fé cristã, a Bíblia dá a cada um, independente dos seus pendores e de suas capacidades intelectuais, entendimento e sabedoria (2Tm 3.14-15).
     É verdade que temos livros e periódicos em que ensinamos a Palavra de Deus, mas são estudos para melhor compreensão das Escrituras, e não cremos que a salvação depende desses. Por outro lado, não se trata de uma obrigação, mas de algo opcional e suplementar.
     A SGM – Scripture Gift Mission (Missão Dom das Escrituras) de Londres – distribui gratuitamente seleções da Palavra de Deus, somente textos bíblicos selecionados, sem nenhuma explicação, exceto o título de cada seção. A Sociedade Bíblica do Brasil publica aos milhões, textos bíblicos selecionados para a evangelização, e as igrejas estão cheias de pessoas que se converteram com essas leituras. Os Gideões Internacionais estão em mais de 160 países distribuindo gratuitamente o Novo Testamento em cadeias públicas, escolas públicas e particulares, hotéis e quartéis, e o resultado é extraordinário! Dificilmente não encontramos pelo menos um testemunho, em cada igreja evangélica, de pessoas que chegaram ao conhecimento de Cristo pela leitura desses exemplares do Novo Testamento.
     Este é o trabalho bíblico: pôr a Bíblia na mão do povo e orar para que o Espírito Santo faça a obra. Os nossos folhetos de evangelização são curtos e simples, mas o suficiente para o Espírito Santo convencer o homem de que ele é pecador e precisa de um Salvador, e que esse Salvador se chama Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados. Isto é mais que suficiente. Essa era a mensagem dos primeiros cristãos. Agora, depois de salvo na pessoa de Jesus, convém estudar a Bíblia, adquirir bons livros, dicionários e outros tratados, mas livremente, conforme a sede que cada um tem de conhecer mais a Palavra de Deus.
     (Artigo de autoria do digníssimo pastor Ezequias Soares – O pastor é líder da Assembléia de Deus em Jundiaí, Teólogo-apologista e presidente da Comissão de Apologia da CGDAB).
          Na paz de Cristo,
                                      João Augusto de Oliveira

    
    

2 comentários:

  1. Jesus disse claramente: “Vim em nome de meu Pai.” Ele também enfatizou que suas obras eram realizadas “em nome de [seu] Pai”. De fato, o próprio nome de Jesus significa “Jeová É Salvação”. — João 5:43; 10:25 João 17:6, 11, 12, 26) Em Revelação (Apocalipse) 19:1, 3, 4, 6, o nome divino está incluído na expressão “Aleluia”, que significa literalmente “Louvai a Jah!”. Jah é uma forma abreviada do nome Jeová.

    A tradição de remover o nome divino dos manuscritos gregos desonra a Deus e, pelo visto, surgiu só mais tarde.

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  2. Tompson Rogério Vieira, sou grato pela sua honrosa participação democrática neste blog. Não entendi direito o seu ponto de vista mas de qualquer forma seja bem vindo.
    Sabemos que o nome Jeová é uma transliteração do Tetragrama hebraico YHWH, que é o Sagrado nome de Deus, conforme consta nos originais hebraicos e que foi traduzido para o nosso português como Jeová.
    Desde já agradeço a sua participação.

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